Formação institucional, ordem social e dinâmica econômica na Amazônia colonial (1616–1808)
DOI:
https://doi.org/10.29182/hehe.v29i2.1110Palabras clave:
Amazônia, Economia Colonial, Nova Economia InstitucionalResumen
Este artigo examina a colonização portuguesa da Amazônia (1616-1808) à luz da Nova Economia Institucional buscando identificar os principais arranjos que moldaram a ordem social regional e sua economia. Para tanto, examina: (i) o regime de concessões régias e o monopólio da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão; (ii) a atuação das ordens religiosas, cujas reduções disciplinaram populações indígenas e estruturaram rotas de coleta, depois desmanteladas pelo Diretório dos Índios e pela expulsão dos jesuítas (1757-59); e (iii) o estamento burocrático patrimonialista, sustentado por clientelismo e violência, que distribuiu cargos, terras e privilégios para preservar a coalizão dominante. Em seguida, descreve o Ciclo das Drogas do Sertão, mostrando como o extrativismo de especiarias florestais financiou essa matriz institucional extrativista, marcada por altos custos de transação, barreiras à inovação e concentração de renda. Conclui que o processo forjou uma ordem social de acesso limitado cuja dependência de trajetória condicionou o desenvolvimento regional subsequente.
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