As diferentes vias de modernização do estruturalismo latino-americano: Estado, mercado e austeridade nas visões de Aníbal Pinto e Osvaldo Sunkel (1970-1990)
DOI:
https://doi.org/10.29182/hehe.v29i3.1108Palavras-chave:
Aníbal Pinto, Osvaldo Sunkel, CEPAL, Estado, MercadoResumo
Os processos disruptivos que deram fim à Era de Ouro capitalismo, a crise da dívida externa e a difusão das ideias e políticas neoliberais colocaram em xeque as formas de intervenção do Estado e o manejo de suas finanças públicas consolidados no Welfare state europeu e no desenvolvimentismo latino-americano. Este quadro criou enormes desafios para o pensamento econômico da CEPAL. Nesse artigo, nos propomos a analisar as respostas formuladas por Aníbal Pinto e Osvaldo Sunkel, que representaram duas vias diferentes de modernização das ideias estruturalistas durante as décadas de 1970 e 1980. Enquanto Pinto manteve-se como um guardião da tradição cepalina, enfatizando a centralidade da industrialização e o papel ativo do Estado no desenvolvimento, Sunkel propôs uma estratégia neoestruturalista que articulava, de forma mais enfática, o pensamento da CEPAL com elementos provenientes da crítica neoliberal — como a valorização dos mecanismos de mercado, a ênfase na manutenção dos equilíbrios macroeconômicos e a defesa de uma maior liberalização comercial.
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