“Tenho ouvido dizer que o café é a maior fortuna do Brasil””: a cafeicultura em São Paulo na Primeira República (1889-1930)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29182/hehe.v29i2.1111

Palavras-chave:

café, progresso, história econômica

Resumo

O artigo analisa os discursos que defendem o café como símbolo de progresso durante a Primeira República (1889–1930) e os impactos socioambientais e econômicos provocados pela expansão da monocultura nos espaços rurais paulistas. A análise concentra-se em São Paulo, por o estado ser o principal polo produtor e exportador do produto no período. O desenvolvimento da monocultura, embora vinculado ao crescimento econômico do estado, criou uma dependência do mercado externo, favorecendo a ocupação de novas terras pela cultura cafeeira, o pouco investimento na modernização das técnicas agrícolas e os impactos ambientais. O contexto econômico consolidou a elite cafeicultora no poder, que influenciou as políticas federais a proteger seus interesses.

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Biografia do Autor

Jéssica Fernanda Barauna, Universidade da Região de Joinville

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade pela Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE. Desenvolve pesquisa com bolsa do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (PROSUC/CAPES) na linha de pesquisa Patrimônio, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com foco no estudo da economia cafeeira durante a Primeira República (1889 - 1930) e seus impactos ambientais. Possui graduação em História pela Univille. Foi bolsista de iniciação científica de dois projetos durante a graduação, sendo um deles nos anos de 2021 - 2022 e outro nos anos de 2022 - 2023, financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e tendo a economia cafeeira o objeto principal de estudo de ambos. Desde 2021, faz parte do grupo de estudos em circulação de saberes, natureza e agricultura. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: história econômica, história agrária, economia cafeeira.

Mariluci Neis Carelli, Universidade da Região de Joinville

Professora titular da Universidade da Região de Joinville UNIVILLE e docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade PPGPCS, na Linha de Pesquisa Patrimônio, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (desde 2007). Atua na graduação como docente de Sociologia e Gestão Ambiental (desde 1989). É doutora em Engenharia da Produção (2004), mestre em Sociologia (1992) e bacharel em Serviço Social (1985), todos pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC/Brasil. No contexto da gestão universitária, na UNIVILLE foi coordenadora de Extensão (1990-1993) e de Pesquisa (1993-1997), Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (1997-2001) e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade (2017-2020). Atualmente coordena o grupo de pesquisa Cultura e Sustentabilidade, tem publicado temas sobre patrimônio ambiental, paisagem cultural, patrimônio industrial e sustentabilidade na contemporaneidade. Tem experiência acadêmica e publicações que abrangem pesquisas sobre o patrimônio ambiental e a paisagem cultural. Entre suas publicações se destacam artigos e capítulos de livros e coletâneas sobre paisagem e natureza como patrimônio cultural. Coordena o projeto de pesquisa que se denomina "A Paisagem Cultural: Viver o Patrimônio".

Roberta Barros Meira, Universidade da Região de Joinville

Bacharel e licenciada em Historia pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo. Possui pós-doutorado pela Universidade da Região de Joinville (2016) e pela Universidad Nacional de Tucumán-Argentina (2022) Professora Adjunta do curso de História e do Programa em Patrimônio Cultural e Sociedade da Universidade da Região de Joinville - Univille. Coordena o grupo de pesquisa Estudos sobre circulação de saberes, natureza e agricultura (CANA). Coordenadora do NEAB- Univille (2021-2022). Vice-coordenadora do GT Patrimônio Cultural da ANPUH-SC (2020). Editora da Revista História e Economia e Coeditora da Revista Confluências Culturais. Integra o grupo de pesquisa Dimensões do Regime Vargas e seus desdobramentos, coordenado pelo professor Orlando de Barros (UERJ) e Thiago Mourelle (Arquivo Nacional) e o Grupo de pesquisa Cultura e Sustentabilidade (CULTS), coordenado pela professora Mariluci Neis Carelli. Integrante da Comissão Institucional do Programa de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq (PIBIC CNPQ da Univille), da comissão de Acervo do Laboratório de História Oral (LHO), da Comissão de Estágio e do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de História e da Comissão de bolsas do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural e Sociedade da Univille. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 CNPq. Tem experiência na área de História do Brasil e da Argentina, com estudos no campo da história ambiental, história agrária, patrimônio ambiental, paisagem cultural e literatura.

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Publicado

2026-04-25

Como Citar

FERNANDA BARAUNA, Jéssica; NEIS CARELLI, Mariluci; BARROS MEIRA, Roberta. “Tenho ouvido dizer que o café é a maior fortuna do Brasil””: a cafeicultura em São Paulo na Primeira República (1889-1930). História Econômica & História de Empresas, [S. l.], v. 29, n. 2, 2026. DOI: 10.29182/hehe.v29i2.1111. Disponível em: https://mail.hehe.org.br/index.php/rabphe/article/view/1111. Acesso em: 25 abr. 2026.

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