Dinâmica da Indústria Têxtil no Maranhão: estruturas de mercado e competitividade (1880-1940)
DOI:
https://doi.org/10.29182/hehe.v29i2.1120Palavras-chave:
indústria têxtil, oligopólio, Maranhão, desenvolvimento regionalResumo
Este artigo investiga a trajetória da indústria têxtil no Maranhão entre 1880 e 1940, explorando suas fases de implementação, expansão e declínio. Fundamentado nas teorias de estruturas de mercado de Paolo Sylos Labini e Joan Robinson, o estudo analisa como a concentração oligopolista, a gestão familiar e a defasagem tecnológica influenciaram a competitividade regional. A abordagem metodológica integra análise histórica e microeconômica, utilizando dados sobre investimentos, produção e dinâmicas de mercado. Inicialmente, o setor beneficiou-se de contextos externos favoráveis, como a demanda por algodão local e políticas pós-abolição que ampliaram a disponibilidade de mão de obra. Contudo, a partir de determinado período, enfrentou desafios crescentes devido à concorrência de regiões mais industrializadas, que adotaram economias de escala e modernização acelerada. A gestão familiar, embora garantisse continuidade, limitou a inovação e a adaptação às mudanças do mercado. A estrutura oligopolista, marcada por poucas empresas dominantes, reduziu a competitividade e inibiu a entrada de novos agentes, conforme indicado por indicadores de concentração. A pesquisa revela que a baixa eficiência operacional, aliada à dificuldade de ampliar a capacidade produtiva, tornou o setor vulnerável a crises. Conclui-se que políticas industriais devem priorizar especificidades locais, incentivar a modernização e fortalecer redes produtivas, evitando ciclos de estagnação. A experiência maranhense destaca a necessidade de equilibrar concentração de mercado com dinamismo econômico para promover desenvolvimento sustentável em regiões periféricas.
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