A economia política da diferença: crise e renovação do marxismo no debate da Nova Esquerda
DOI:
https://doi.org/10.29182/hehe.v29i1.1098Palavras-chave:
Marxismo, Nova Esquerda, Opressões, Reprodução Social, Crítica da Economia PolíticaResumo
O artigo analisa as transformações teóricas da economia política marxista em seu diálogo com os movimentos sociais da Nova Esquerda desde os anos 1960. Argumenta-se que, diante da crítica ao suposto economicismo e universalismo do marxismo clássico, parte significativa da tradição reformulou seu vocabulário e ampliou seu campo de análise, incorporando as dimensões de gênero, raça e natureza à crítica da sociabilidade capitalista. Com base em um mapeamento bibliográfico, o texto sustenta que o ecossocialismo, o feminismo da reprodução social e o marxismo antirracista e anticolonial consolidaram-se como programas de pesquisa marxistas renovados no campo nos últimos anos. Apresentando a formação dessas correntes e discutindo alguns resultados teóricos do debate entre os partidários da chamada política da diferença e o marxismo, o artigo contribui para a compreensão da história e do lugar atual da crítica da economia política junto às discussões sobre opressões e crise ecológica das ciências sociais contemporâneas.
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